Memorial do Judiciário realiza edição virtual do Projeto Editando Fontes Históricas

Contribuir para leitura de documentos históricos a partir da técnica da paleografia é um dos objetivos do Projeto Editando Fontes Históricas, desenvolvido pelo Memorial do Judiciário. Nesta segunda-feira, 21/09, devido à pandemia do coronavírus, ocorreu a primeira edição do projeto por videoconferência, como evento integrante da 14ª Primavera dos Museus. Ministraram palestras o professor Wanderlei Oliveira, o advogado e gestor cultural Carlos Alberto Nascimento e a professora Verônica Nunes, mediados pela museóloga Sayonara Viana, Diretora do Memorial. O professor Wanderlei Oliveira apresentou alguns documentos referentes à independência de Sergipe. Apesar de o decreto da emancipação ter sido assinado por Dom João VI em julho de 1820, o primeiro governador de Sergipe, Carlos Cezar Francisco Burlamaque, só chegou a São Cristóvão para assumir o cargo em fevereiro de 1821. “O governo dele durou pouco mais de um mês, mas produziu documentos importantes, que mostram as dificuldades que Sergipe enfrentou para se manter independente da Bahia”, explicou o professor Wanderlei. Ele informou que a paleografia foi criada por Jean Mabillon, no século XVII, e que tem como uma das funções ser um elo de comunicação entre as gerações. O professor também apresentou o alfabeto paleográfico e mostrou a diferente grafia das mesmas letras ao longo dos séculos. Já o advogado e gestor cultural Carlos Nascimento, um dos idealizadores das comemorações do Bicentenário da Emancipação Política de Sergipe, destacou que há várias lacunas na história do Estado. “Uma delas é justamente o período da independência. Não conhecemos todos os fatos daquela época”, completou Carlos, apresentado uma petição encaminhada ao rei de Portugal que tratava justamente sobre a autonomia de Sergipe. O evento foi encerrado com a participação da professora Verônica Nunes, que falou sobre o uso de documentos antigos como objetos museológicos. “Carlos Burlamaque dá nome a uma rua do Centro da capital, mas certamente nem todos aracajuanos ou até mesmo os moradores de lá não sabem quem ele foi”, lamentou a professora, lembrando que o Memorial do Judiciário cumpre um importante papel ao pulgar a história de personalidades importantes para Sergipe. Sayonara Viana, Diretora do Memorial do Judiciário, informou que as outras edições do projeto foram presenciais, mas que era necessário dar continuidade aos trabalhos. Ela disse, ainda, que alguns dos manuscritos apresentados no evento de hoje estarão na próxima edição da Revista do Memorial, prevista para ser publicada em dezembro. A 14ª Primavera dos Museus, ação que acontece em todo país durante esta semana, une instituições museológicas em torno de atividades para todos os públicos. O tema deste ano é ‘Mundo Digital: Museus em Transformação’, diante à pandemia causada pela Covid-19. Por esse motivo, o Instituto Brasileiro de Museus (Ibram) orientou que as atividades fossem desenvolvidas apenas em ambientes virtuais.
21/09/2020 (00:00)

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